Eu te desejo o suficiente
Oração - Pai Nosso
Pai Nosso, que estais no Céu.
Santificado seja o Vosso Nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa Vontade,
Assim na Terra como no Céu.
O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje.
Perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a
quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
Amém
Notícias
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Educar
Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades. Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.
Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.
São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.
Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.
Ama a simplicidade
Ama a ociosidade criativa
Ama a vida, a beleza e a poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama a educação como fonte de esperança e transformação
Ama todas as pessoas,
mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores
Ama Deus,
mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam e/ou dizem a Seu respeito
Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum:
fazer perguntas
Ama, ama, ama, ama...
"As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas.Experiência mística não é ver seres de um outro mundo.É ver este mundo iluminado pela beleza..."
domingo, 12 de setembro de 2010
Um pouco de poesia
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| Beatriz de Almeida | <><><><> >>>>
Soneto da amizade
Da janela do meu quarto,
Vejo o céu iluminado,
Vejo Ana Cristina a sorrir
Como um casal enamorado.
Da janela do meu quarto,
Em meio ao temporal,
Vejo passar um lindo barco
Vejo a chuva cair, sinto que Joana está aqui.
Coração apertado, lembro do seu rosto calmo
É Ozângela com seu olhar terno, singelo
Como um anjo abençoado.
Nem frio, nem tempestade, AMIZADE.
Não preciso olhar pela janela
Pra Sentir saudades delas.
Insensatez
Que não para de brilhar
Posso sentir teu calor
Que me fala sem falar
Querendo e não querendo-te
Lembrando do som que te faz dançar
Sorrindo pra não chorar
Pelas alegrias que não pudemos compartilhar
A dor que por ti senti
Foi a dor de um grande amor
Sinto que ainda está aqui
É dor que entristece a alma
Sentimento que nunca se acalma
Por trás desse jeito tão sério
Sinto cheiro de inocência, mistério
Vejo um menino contente,
Vejo um ser diferente
Que nada mais é senão belo
A leveza do teu ser
É mais que um bem querer
Encanta, fascina, irradia alegria
É como sonho, magia.
Beatriz de Almeida.
Mulher
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| Beatriz de Almeida |
Á você
que desde cedo,
está presente em nossas vidas ,
com seu sorriso doce,
com seu terno olhar,
com seu singelo coração,
sempre atenta as nossas causas,
sempre cantando uma canção.
Não sei se é,
Maria, Bianca, Isabel.
Antonia, Magda, Ligia, Mel.
Conceilma, Irailde, Luana,
Eliene, Letícia, Leomana.
Josélia, Conceilde, Marylane, Valcirene, Romélia.
Ioná, Luiza, Dalva, Betânia,Camilla, Selmar.
São tantas que já não consigo lembrar
É Graça, Marilene, Ana, Lúcia, Conceição, Bruna,Ester.
Ah ! Tem a Marília, Raimunda, Simone,Cléia, Nayra, Naiá.
Suzana, Suêrde, Leilane, Marcilene,
Verbênia,Amanda,Jurlene.
Cada uma com seu jeito
Leve, suave, carismática, extrovertida,
Doce, meiga, atrivida.
No ar, no ar não posso deixar de falar
Willana, Carla, Lívia, Rosevane,
Mírian, Suzy, Betiane.
Não esquecer Inglyd, Hiracy, Ejane,
Lara, Keline,Hasna, Karine.
Nem a Francy Dalva, Luzileide, Tânia e a Bárbara.
À você
Que mesmo sem saber conduz nossas mentes
de maneira brilhante, inteligente,
Um dia é Rita, Cárcia, Cristina, Salete, Ivonete.
Raquel, Fábia, Domingas, Iris, Vanessa, Sabrina.
É como na tv só ligar pra ver
Solange, Maiza, Michelle,
Cinthia, Neyre,Valéria, Rejane,
Madalena, Telma,Rachel, Winthiney, Juliana.
Á você
Que luta incessantemente
Dia após dia,
Com força, garra e sabedoria
Uma hora é Rosa, Fátima, Andréia, Angélica,
Dulce, Márcia, Roberta.
Aurélia, Larissa, Lorena, Luzia,
Ruth, Sara, Iara, Mara.
Francisca, Emília, Jesus,
Kátia, Helena, Francinalda,
Deusiane, Janaína, Marcilene, Corolina.
Francélia, Nilde, Ivoneide, Valcira, Tatiane.
Klênnya, Elza, Teresa, Martha, Lestiane.
É um sonho, simplesmente, assim,
Por mais que tente não consigo chegar ao fim,
Sua beleza encantadora
São como as estrelas do céu
Infinitas e brilhantes doces como mel.
Ah! Nem pensar em esquecer ela
Não é artista, não é cantora, nem atriz
É Beatriz
Brilhante, esplêndida, amável, talentosa, romântica, incrível, zelosa.
Show de emoção
que homenageia você do fundo do coração
Você que é pobre ou rica
Amiga, sentimental
Carinhosa, feia, especial
Seja você professora, dona de casa, doutora.
Atriz, modelo, gari,
Secretária, costureira, empresária,
Atleta, enfermeira, telefonista, vendedora, advogada.
Psicóloga, radialista, cantora, poeta, escritora.
A você que tens o coração materno
Sempre radiante,
Não importa se está longe ou perto
É como uma Arte
Aqui ou em qualquer parte
Nada se compara
Nem mesmo o poema mais belo
Nem a rima mais rara.
Por tudo que você é
MULHER.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Lev Vygotsky e a concepção socioconstrutivista
![]() |
| Lev Vygotsky |
Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.
Esta concepção do conhecimento e da aprendizagem que derivam, principalmente, das teorias da epistemologia genética de Jean Piaget e da pesquisa sócio-histórica de Lev Vygotsky, parte da idéia de que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada.
Nesta concepção, o conhecimento não se traduz em atingir a verdade absoluta, em representar o real tal como ele é, mas numa questão de adaptação (noção trazida da biologia) do organismo a seu meio ambiente. Assim, o sujeito do conhecimento está o tempo todo modelando suas ações e operações conceituais com base nas suas experiências. O próprio mundo sensorial com que se depara é um resultado das relações que se mantém com este meio, de atividade perceptiva para com ele, e não um meio que existe independetemente.
Na aquisição de novos conhecimentos o ser humano, segundo Piaget, adota dois procedimentos: a assimilação e a acomodação. Estes dois processos buscam restabelecer um equilíbrio mental perturbado pelo contato com um dado incompatível com aquilo que se conhece até então (princípio de equilibração). No primeiro caso aquilo com que se entra em contato é assimilado por um esquema já existente que então se amplia, no segundo, o dado novo é incompatível com os esquemas já formulados e então se cria um novo esquema acomodando este novo conhecimento. Este novo esquema será então ampliado na medida em que o indivíduo estabelecer relações com seu meio.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Desejo a você
Estou postando uma poesia linda do Drummond
Estou postando uma poesia linda do Drummond
Desejo a você,
Fruto do mato,
Cheiro de jardim,
Namoro no portão,
Domingo sem chuva,
Segunda sem mau humor,
Sábado com seu amor,
Filme do Carlitos,
Chopp com amigos,
Viver sem inimigos,
Filme antigo na TV,
Ter uma pessoa especial,
e que ela goste de você,
Frango caipira em pensão do interior,
Ouvir uma palavra amável,
Ter uma surpresa agradável,
Ver a banda passar,
Noite de lua cheia,
Rever uma velha amizade,
Ter fé em Deus,
Não ter que ouvir a palavra "não",
Nem nunca, nem jamais adeus.
Rir como criança,
Ouvir canto de passarinho,
Sarar de resfriado,
Escrever um poema de amor que nunca será rasgado,
Formar um par ideal,
Tomar banho de cachoeira,
Pegar um bronzeado legal,
Aprender uma nova canção,
Esperar alguém na estação,
Queijo com goiabada,
Pôr-do-sol na roça,
Uma festa,
Um violão,
Uma seresta,
Recordar um amor antigo,
TER UM OMBRO SEMPRE AMIGO!
(Carlos Drummond de Andrade)
Só tú
SÓ TU
Dos lábios que me beijaram,
Dos braços que me abraçaram,
Já não me lembro, nem sei...
São tantas as que me amaram!
São tantas as que eu amei!
Mas tu - que rude contraste! –
Tu, que jamais me beijaste,
Tu, que jamais abracei,
So tu, nest’alma, ficaste,
De todas as que eu amei.
Paulo Setúbal
Dos lábios que me beijaram,
Dos braços que me abraçaram,
Já não me lembro, nem sei...
São tantas as que me amaram!
São tantas as que eu amei!
Mas tu - que rude contraste! –
Tu, que jamais me beijaste,
Tu, que jamais abracei,
So tu, nest’alma, ficaste,
De todas as que eu amei.
Paulo Setúbal
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