Oração - Pai Nosso
Pai Nosso, que estais no Céu.
Santificado seja o Vosso Nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa Vontade,
Assim na Terra como no Céu.
O Pão-Nosso de cada dia nos daí hoje.
Perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a
quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
Amém
Notícias
domingo, 27 de janeiro de 2019
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
MÉTODO FÔNICO
Uma ótima dica para trabalhar a alfabetização de seus alunos.
Conheça o método fônico.
O que é o método fônico?
É um método de alfabetização que primeiro ensina os sons de cada letra e então constrói a mistura destes sons em conjunto para alcançar a pronúncia completa da palavra. Permitindo dessa forma que se consiga ler toda e qualquer palavra.
O surgimento dessa modalidade de alfabetização se
deu como mais uma crítica ao método alfabético ou de soletração, majoritário
até a década de 80. Mas, como funciona, exatamente, o método fônico?
A proposta do método fônico é ensinar os sons das
letras e fonemas antes de, simplesmente, entregar o livro para uma criança ler.
Quando alguns deles forem apreendidos, o próximo passo é combiná-los de forma a
construir uma palavra.
Os
principais objetivos do método fônico de alfabetização são:
- mostrar à criança que cada palavra tem som um
som diferente
- relacionar as letras que representam
determinados fonemas
- quando é preciso mudar uma ou mais letras para
formar uma palavra diferente
- identificar os sons que cada letra representa
e juntá-los para conseguir ler
Em suma, o método fônico é qualquer
sistema de alfabetização que relacione fonemas e grafemas. Há diversas maneiras
de aplicá-lo e as mais eficazes beneficiam todos os tipos de alunos, em
especial quando aplicados de forma sistemática, e não casualmente.
Sua aplicação em sala de aula deve ter como
suportes materiais didáticos diferenciados, como alfabetos móveis, letras,
textos desenvolvidos por critérios semânticos, fichas e listas de palavras.
Passo a passo do método fônico de alfabetização
O primeiro passo do método fônico de alfabetização
é o ensino das letras através de seus sons. O mais indicado é começar por
histórias criadas para ajudar a criança a identificar a relação existente entre
grafia e fonema, letra e som.
Funciona assim: o alfabetizador mostra uma
letra e como é o seu som. Depois, cita exemplos de coisas conhecidas da criança
cujo nome inicia, justamente, com aquela letrinha com a qual está trabalhando.
Para efetivar o aprendizado, é interessante pedir
que a criança repita aquele som, principalmente após o alfabetizador escrever
aquela letra na lousa. O passo seguinte é a combinação dos sons, o que pode ser
iniciado antes mesmo de dominar todo o alfabeto.
Quando o alfabetizador perceber que a criança
aprendeu boa parte dos fonemas, a sugestão é usar um alfabeto móvel, ou letras
soltas, pedindo que o aluno forme palavras. Depois, ele deve ser incentivado a
pronunciar o som de cada letra, uma por uma.
Em seguida, a criança combina os sons que
pronunciou de forma a gerar a pronúncia completa daquela palavra. O ideal é usar,
no início, palavra simples com, no máximo, duas sílabas, até sentir a segurança
de aplicar palavras maiores.
Com a evolução do aluno, o alfabetizador insere
vocábulos mais complexos, com dígrafos, diferenças entre z e s,
entre outras particularidades da nossa língua. É importante revisar as
combinações já aprendidas, ampliando a capacidade leitora do aluno de forma
gradativa.
Quanto tempo leva o método fônico de alfabetização?
Assim como qualquer processo de alfabetização, o
método fônico não consiste em mostrar sons e imagens para a criança. É preciso
que o alfabetizador tenha em mente de tratar-se de um processo complexo
composto pela superação de desafios.
Existem três deles, inclusive, que a criança
precisa superar para aprender a ler. São eles a descoberta do princípio
alfabético, ou seja, descobrir como são formadas as palavras; aprender a
codificar, a relação para extrair os sons; e, aprender o princípio ortográfico.
O último consta de perceber quais são as regras que
regem a grafia das palavras. O conjunto de desafios que acabamos de citar
constitui o desenvolvimento da consciência fonêmica, quando a criança
identifica os sons formadores de uma palavra.
E por que é importante estimular esse
desenvolvimento? Porque, sem ele, o aluno pensa que as palavras são desenhos e,
em vez de aprendê-las, vai apenas decorá-las, limitando o seu próprio
vocabulário.
Usando os procedimentos e programas de forma
correta, o alfabetizador perceberá que a criança constrói seu próprio
vocabulário e pronúncia. Algumas combinações, incluindo as mais complexas,
podem ser ensinadas em poucos meses.
A média é que uma criança alfabetizada pelo método
fônico tenha resultados completos entre quatro a seis meses. A partir daí, é
possível pedir que ela leia textos um pouco mais complexos e variados,
inclusive de forma independente.
Sugestões de exercícios
Trouxemos duas sugestões de
exercício iniciais expostos pelo Instituto AlfaeBeto.
Decompondo palavras:
O adulto convida a criança para uma
brincadeira. Ele pode iniciar dizendo ”vou
falar uma palavra em duas partes, e você vai descobrir que palavra estou querendo
dizer”. O adulto lê cada palavra pronunciando cada parte com clareza,
fazendo pausa entre as duas partes.
Por exemplo: PAPA_gAiO = PAPAgAiO.
Outro exemplo: teLe_visãO = teLevisãO.
Em seguida, deve convidar a criança
a descobrir as próximas palavras. Uma pode falar uma parte e outra a segunda
parte, ou o adulto pode utilizar um boneco para ser o “parceiro” na
brincadeira. O objetivo é fazer com que a criança descubra qual palavra está
escrita nos seguintes exemplos: elefante, passarinho, marinheiro, bicicleta,
corda, quadro, fogueira
Os sons dos nossos nomes
O adulto explica à criança que os
nomes têm pedaços menores e pode dizer: “agora
você vai aprender a bater palmas para separar as várias partes ou pedaços dos
nomes de seus colegas”.
Por exemplo: o nome Ernesto
(escolha um nome de um amiguinho ou parente). Fazemos assim: er (palma)
nes (palma) to (palma)”.
Em seguida, convida a criança o
mesmo com o próprio nome. Depois, repetir com mais nomes de colegas de classe
ou parentes. O objetivo é mostrar que alguns nomes têm números diferentes de
palmas. Após mostrar essa diferença, ele deve fazer isso em ordem:
- nomes com duas sílabas (Al-fa; Be-to; Ma-ra;
Ti-to; etc.)
- nomes com três sílabas (Ma-ri-a; Fer-nan-do;
Ro-ber-to)
- nomes com mais de quatro sílabas: (Da-go-ber-to;
Fe-lis-ber-to; Ca-ta-ri-na; etc.)
A criança deve compreender que uma
palavra tem um som que é só dela, mas dentro dela há vários outros sons.
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
sábado, 19 de janeiro de 2019
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
PEDAGOGIA DO OPRIMIDO
Para desenvolver sua
crítica sobre o modelo de educação reproduzida conforme o conformismo social,
ele utiliza vários conceitos dos quais compreenderemos a seguir.
Em seu primeiro capítulo
que tem como título “justificativa da pedagogia do oprimido”, Freire discute o
processo de desumanização causada pelo opressor a seus oprimidos. Ele relata,
que a forma de imposição que o opressor envolve o oprimido, e faz com estes
sejam menos, ou seja, vejam-se em condições onde ele precise do seu
usurpador. Neste capítulo Paulo Freire desenvolve dois conceitos importantes: o
conceito de revolução e de contradição.
Para ele uma revolução no campo da opressão, por buscar mudanças daqueles que
dominam, acabam gerando novos opressores e oprimidos. Já na contradição o
opressor se reconhece como o tal e o oprimido consegue vê-se subjugado por
outro. É a contradição que gera a consciência. Mas, o autor adverte que o
processo de desintoxicação da opressão deve acontecer de maneira cuidadosa para
que os opressores não venham a ser novos oprimidos.
O processo de liberdade
deve ser visto e sentido por ambas as partes. A libertação do estado de
opressão é uma ação social, não podendo, portanto, acontecer isoladamente. O
homem é um ser social e por isso, a consciência e transformação do meio deve
acontecer em sociedade.
Em todo o contexto de
seu livro, o autor busca mostrar como a educação no Brasil produz um fetiche
social, reproduzindo a desigualdade, a marginalização e a miséria. Ele coloca que o ensinar a não pensar é algo puramente planejado
pelos que estão no poder, para que possam ter em suas mãos a maior quantidade
possível de oprimidos, que se sentindo como fragilizados, necessitam dos que
dominam para sobreviver. Mas, como poderá o homem sair da opressão se os que nos “ensinam”
são também aqueles que nos oprimem? No desenvolver de seu livro, Paulo Freire
procurar conscientizar o docente do seu papel problematizador da realidade do
educando.
No capítulo II, a autor
discute “a
concepção bancária” da educação como instrumento de opressão. Seus pressupostos e
suas críticas. Ele traz a discussão de que é o professor quem faz o seu aluno
um mero depositário, ao considerar o aluno como incapaz de produzir
conhecimento, e desconsiderar-se como um ser em formação contínua.
Para Paulo Freire, ensinar a pensar e
problematizar sobre a sua realidade é a forma correta de se reproduzir
conhecimento, pois é a partir daí que o educando terá a capacidade de
compreender-se como um ser social. Um vez conhecendo sua situação na sociedade, o educando jamais
se curvará para a condição de oprimido, pois seu lema será a igualdade e por
ela lutará. A educação bancária, transforma a consciência do aluno em um
pensar mecânico, ou seja, em sentir como se a realidade social fosse algo
exterior a ele e de nada lhe aferisse. Já a educação problematizadora gera
consciência de si inserido no mundo em que vive e diz respeito à ideia de
que deve existir um intercâmbio contínuo de saber entre educadores e educandos,
com a intensão de que os últimos não se limitem a repetir mecanicamente o
conhecimento transmitido pelos primeiros.
Por meio do diálogo
entre professores e alunos, estabelecem-se possibilidades comunicativas em cuja
raiz está na transformação do educando em sujeito de sua própria história. É a
superação da dicotomia educador X
educando. Nesse processo de educação problematizadora, o professor aprende
enquanto ensina pelo diálogo de seus educandos, estimulando o ato cognoscente
de ambos, ou seja, ensina e aprende a refletir criticamente.
O processo de
educação é consciência humana, pois só os homens tem consciência de sua
incompletude e, por isso, busca compreender o mundo em que vive em sua
finitude. Mas, é no ser que transforma que ele percebe a sua importância,
portanto é na educação problematizadora que gera história que se humaniza a
sociedade.
O capítulo III tem como tema “a dialogicidade – essência da educação como prática de liberdade” demostra o quanto é importante o desenvolvimento no diálogo no processo educativo. A comunicação é expressa pelas palavras e pela ação, por isso a verdade tem que está constante neste dois momentos de construção da educação, tanto do aluno quanto do professor. É isso que dá sentido ao mundo em que os homens vivem e se relacionam. O diálogo entre educador-educando começa em seu planejamento do conteúdo programático, quando questiona o que vai refletir com seus alunos. Mas esse conteúdo não pode estar dissociado do cotidiano dos alunos. Ele tem que ter uma relação com o que eles vivem no mundo atual. Tem que haver uma conexão real. Ensinar e aprender é uma constante investigação, porém Paulo Freire adverte para que não torne o homem, neste processo, um mero objeto de investigação. Que não se perca a essência do ser humano.
O capítulo III tem como tema “a dialogicidade – essência da educação como prática de liberdade” demostra o quanto é importante o desenvolvimento no diálogo no processo educativo. A comunicação é expressa pelas palavras e pela ação, por isso a verdade tem que está constante neste dois momentos de construção da educação, tanto do aluno quanto do professor. É isso que dá sentido ao mundo em que os homens vivem e se relacionam. O diálogo entre educador-educando começa em seu planejamento do conteúdo programático, quando questiona o que vai refletir com seus alunos. Mas esse conteúdo não pode estar dissociado do cotidiano dos alunos. Ele tem que ter uma relação com o que eles vivem no mundo atual. Tem que haver uma conexão real. Ensinar e aprender é uma constante investigação, porém Paulo Freire adverte para que não torne o homem, neste processo, um mero objeto de investigação. Que não se perca a essência do ser humano.
O capítulo IV trata da
“teoria da ação antidiagógica”, na qual descreve a importância do homem como
ser pensante de práxis sobre o mundo. A ação transformadora se faz pela
reflexão e ação. Demonstra também que um ser que se dedique a liderança
revolucionária da opressão não deve confundir seu papel de representante do
diálogo oprimido impondo o seu ponto de vista. Tem que levar a verdadeira
palavra daqueles que representa emergindo o novo em meio ao velho da sociedade
dominante. O caráter revolucionário dos oprimidos, em sua ação transformadora,
é uma ação pedagógica, da qual se emerge novas possibilidades de renovação
social.
Em sua descrição sobre o
sistema de opressão antidialógico, Paulo Freire descreve que são quatro os
elementos utilizados para a realização da dominação. A primeira delas é a
conquista, método pelo qual o opressor impõem jeitosamente sua cultura sobre o
opressor; A divisão das massas para poder dominá-las, pois, povo unido é sinal
de perigo de desordem social, esse é o discurso de quem oprime, por isso,
evita-se trabalhar conceitos como lutas, revoltas, união, etc. É pela
manipulação que os opressores controlam e conquistam as massas oprimidas para a
realização de seus objetivos. Também a invasão cultural é um instrumento
da conquista opressora. A minoria dominante impõem sua visão de mundo e todos
se guiam por ele.
Por fim, Paulo Freire
encerra esse capítulo colocando os elementos da ação dialógica, que
são a co-laboração, a união, a organização e a síntese cultural. A
co-laboração do diálogo, entende o outro como o outro e respeita a sua culturalidade.
A união da massa oprimida se faz necessária, e é papel do representante dessa
classe mantê-la unida para ganhar força de transformação. A organização é um
aporte da união das massas, mas é também um sinal de liberdade para os
oprimidos. A síntese cultural se fundamenta na compreensão e confirmação da
dialeticidade permanência-mudança, que compõem a estrutura social.
Portanto, compreendendo
a tese fundamental de Paulo Freire neste livro, vemos que ele elabora conceitos
pedagógicos pelos quais o educador deve enveredar-se para uma transformação no
contexto social de dominação que se dá através do processo de educar.
Opressores e oprimidos são vítimas da mesma inconsciência. A conscientização se
dá por um processo gradual em que se busca a liberdade sem produzir novos opressores
e oprimidos. Ele coloca uma revolução na estrutura social, através da qual o
homem como sendo de fundamental importância a sua existência no mundo, é capaz
de fazer sua história.
Ao analisarmos essa obra
de Paulo Freire, percebemos que até hoje, em nossas escolas, o conceito de
educação problematizadora ainda não conseguiu ser implantada. O professor
formador de conscientização vive um drama entre ensinar o que a pensar ou
cumprir com o currículo que lhe é imposto pelos órgãos educacionais. O tempo
lhe traga toda a esperança de uma conscientização social. Vive pesquisando para
preparar uma aula que muitas vezes os alunos nem param para ouvir por que
o conteúdo que o professor tem que cumprir não condiz com a realidade que seus
alunos vivem. Então
podemos entender que o sistema educacional de hoje também continua a disseminar
a opressão. Não por causa do professor, mas pelas condições de trabalho
que lhes é imposto. O educador hoje é tão vítima como o oprimido, pois é
meramente mais um deles.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
sábado, 5 de janeiro de 2019
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